No último número da revista História Viva temos uma longa reportagem sobre a Inquisição e sobre as bruxas e claro, como não poderia deixar de ser, aparece a correlação entre bruxaria e paganismo. O professor Carlos Nogueira oferece um texto que fala que em nome de uma paixão, podemos nos cegar para o processo histórico.
Eu penso nisso em relação à nossa fé... será que não nos cegamos às novas teorias para nos acomodarmos no que acreditamos? Será que somos pagãos do século XXI? Eu acho que somos NEO-PAGÂOS... aqueles que bebem da fonte dos antigos, mas não mais os são.
Segundo Nogueira, procuramos um continuismo do paganismo que não existe... Deixamos de pensar e perseguimos teorias que não são mais válidas. Ciência é assim... os estudos existem e teorias podem ser refutadas, repensadas e nós, como buscadores, precisamos exatamente BUSCAR!
Então, se quem entende de história nos diz que precisamos superar Murray, Leland e Frazer, bem, precisamos olhar para isso com um mínimo de carinho, pois são as pessoas que estão ligadas sem paixão de fé, mas de ciência para conhecer a NOSSA FÉ!
Por que não procurar Mircea Eliade para ter novas idéias e reconstruir nossos pensamentos sobre nossa fé?
O Paganismo foi... o Neo-Paganismo está aqui para nós, bruxas e bruxos, conhecermos nossas antigas fontes... Somos os bruxos da era da informação, que procuremos as melhores, as de quem estuda o que queremos saber 
"Encarar a bruxaria como um culto secreto medieval implica desdém pela história, repudiando a noção de processo histórico pela vital necessidade de se acomodar a uma tradição de antiqüíssima sabedoria oculta. Assim, frente a uma história que se revela madrasta, ao mostrar um presente "decadente" e um futuro incerto, os ocultistas a rejeitam recuperando uma tradição hermética de várias origens, unida e harmonizada com textos apócrifos e analogias, no mínimo, duvidosas". NOGUEIRA, 2006